PSDB

"Longe das benesses oficiais, mas perto do pulsar das ruas"



terça-feira, 11 de maio de 2010

“Não precisa me interpelar. Confirmo o que digo”, diz Advogado da Prefeitura de Paragominas.

O advogado Ismael Moraes, procurado para se manifestar sobre o anúncio da interpelação judicial que será movida pelo procurador-geral do Estado, Ibraim Rocha, declarou que o procurador se abstrai tanto, “pensando no dinheiro recebido a título de honorários”, que perdeu a noção de não ser advogado privado, e sim advogado público obrigado a observar, antes do seu interesse privado, “o interesse da coletividade”.O advogado privado pode advogar contra o interesse público e não há nada de errado ou imoral nisso. Moraes alfineta: “parece que ele perdeu as referências éticas do exercício do cargo de procurador do Estado. Tanto a lei lhe vedava fazer o acordo que, hoje, após a reação de Paragominas, ele fica se escondendo atrás de subterfúgios vazios e dizendo que o acordo não autorizou o desmatamento quando, na verdade, autorizou”. Os honorários recebidos, acusa o advogado, são ilícitos pois ferem o interesse público e a moralidade, e configuram uma relação negocial promíscua dele (procurador) com o carvoeiro. Moraes também argumenta que Rocha não precisa interpelá-lo: “eu estou confirmando o que o Município falou em petição; eu não me escondo atrás de nada para exercer minha liberdade de expressão em plena cidadania. Em um país de 1º mundo, ou ele já teria sido demitido ou teria pedido demissão”.

(Diário do Pará)


essa frase final diz tudo.

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