Por conta de uma “situação insustentável”, o secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, pode pedir alguma forma de afastamento de seu cargo na Presidência da República ainda nesta sexta-feira (9), segundo a avaliação de fontes do Palácio do Planalto ao G1.
Reportagem exibida pelo Jornal Nacional nesta quinta-feira (8) revelou que José Aparecido, tendo por base o laudo preliminar do Instituto de Tecnologia da Informação (ITI), responsável pela perícia nos computadores da Casa Civil, seria o responsável pelo vazamento das informações do dossiê, com gastos da Presidência durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso, para André Eduardo da Silva Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB). Os dados acabaram posteriormente sendo publicados na imprensa.
O funcionário da Casa Civil ainda não apareceu para trabalhar nesta sexta-feira no Palácio do Planalto. Sua sala estava trancada e, nervosos, servidores do mesmo setor confirmaram sua ausência. O mais provável é que Aparecido retorne ao Tribunal de Contas da União (TCU), por onde ingressou no serviço público, mas também pode optar por um afastamento temporário, algum tipo de licença, ou até mesmo férias. Nestas últimas opções, ainda permaneceria oficialmente vinculado à Casa Civil. José Aparecido foi indicado pelo ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu.
A saída do funcionário da Casa Civil, neste momento, depende, porém, mais de uma ação sua do que do governo federal. As assessorias de imprensa do Palácio do Planalto e da Casa Civil não têm posição oficial sobre o assunto. Informam apenas que é preciso aguardar o término dos trabalhos da Polícia Federal, que tem prazo formal de 60 dias para apresentar resultados, e da sindicância interna instaurada pela Casa Civil, que vai até 26 de maio, sobre o vazamento dos dados.
Por Alexandro Martello, do G1, em Brasília - G1
QUEM É JOSÉ APARECIDO:
José Aparecido Nunes Pires é militante histórico do PT. Foi levado para a Casa Civil por José Dirceu, o antecessor da ministra Dilma Rousseff. Funcionário de carreira do Tribunal de Contas da União, assessorou vários deputados petistas em CPIs, entre eles Dirceu, cassado em 2005 no escândalo do mensalão. Agora ele é apontado por investigação do Instituto de Tecnologia da Informação como o responsável pelo vazamento do dossiê feito pelo Palácio do Planalto com os gastos do ex-presidente Fernando Henrique.
sábado, 10 de maio de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
O ALERTA DA RAPOSA

A questão da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol é enigmática por ser um marco na história do Brasil. Após a encenação que foi a criação da Reserva Ianomâni, a agora chamada Terra Indígena Raposa Serra do Sol retrata os compromissos de um grupo “ativista” que está ligado de inúmeras maneiras a entidades do exterior.
Este vínculo não é somente ideológico, mas também financeiro e de uma subserviência e cumprimento de ordens vindas do exterior.
As recentes palestras do General Augusto Heleno, no Programa Canal Livre da Rede Bandeirantes, na FIESP na abertura do Curso de Segurança Internacional e Defesa e no Clube Militar sempre alertando ao Brasil o que está acontecendo na Reserva Raposa Serra do Sol.
Tornou-se um assunto chave pois a questão é o nó que leva a muitos pontos. O General Santa Rosa, afastado do Ministério da Defesa, exatamente por levantar as ações das ONGs e sua perigrinação pelo Brasili levou à criação da CPI das ONGs. Ou a CPI do Google pois foi convenientemente abafada pelas ações do Ministro da Justiça Tarso Genro e a base governista.
Ora o ministro da Justiça Tarso Genro que é tão comedido com facções de irregulares mostra o punho pesado do Estado em jogar a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança Pública em ações midiáticas na Reserva Raposa Serra do Sol. Ação que foi suspensa, por decisão do Supremo Tribunal Federal.
Este vínculo não é somente ideológico, mas também financeiro e de uma subserviência e cumprimento de ordens vindas do exterior.
As recentes palestras do General Augusto Heleno, no Programa Canal Livre da Rede Bandeirantes, na FIESP na abertura do Curso de Segurança Internacional e Defesa e no Clube Militar sempre alertando ao Brasil o que está acontecendo na Reserva Raposa Serra do Sol.
Tornou-se um assunto chave pois a questão é o nó que leva a muitos pontos. O General Santa Rosa, afastado do Ministério da Defesa, exatamente por levantar as ações das ONGs e sua perigrinação pelo Brasili levou à criação da CPI das ONGs. Ou a CPI do Google pois foi convenientemente abafada pelas ações do Ministro da Justiça Tarso Genro e a base governista.
Ora o ministro da Justiça Tarso Genro que é tão comedido com facções de irregulares mostra o punho pesado do Estado em jogar a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança Pública em ações midiáticas na Reserva Raposa Serra do Sol. Ação que foi suspensa, por decisão do Supremo Tribunal Federal.
Leia mais:
BANDITISMO PTralha
O PT pratica banditismo político usando o poder do Estado para se manter no poder, Augusto de Franco escreveu na Folha de ontem Quem não tem acesso online à Folha pode ler aqui. Quem ainda acha isso um exagero deve ler a Época desta semana. Ela revela que a Receita Federal escalou um filiado e candidato a vereador do PT para auditar as contas do PSDB. Auditoria que concluiu pela cassação da imunidade tributária do partido por motivos fúteis, que o PSDB contestou e vai derrubar na Justiça. Mas que vazou para a imprensa antes da conclusão do processo - a única auditoria que vazou até agora entre as feitas nos principais partidos, incluindo o PT. Quem não tem acesso online à Época pode ler um resumo da matéria no Blog do Josias.
Eduardo Graeff
http://www.e-agora.org.br/
Eduardo Graeff
http://www.e-agora.org.br/
COMO SEMPRE NÃO SABIA DE NADA
terça-feira, 6 de maio de 2008
Há 15 anos, FH assumia a Fazenda e mudava a cara do Brasil
Em julho de 1994, pouco mais de um ano depois de tomar posse como ministro da Fazenda, FH lançava o Plano Real, a grande marca da passagem do tucano pelo ministério. Com ele, o índice de aumento de preços, que havia chegado a 82% em um único mês, caiu para a média mensal de 0,8%. Pelo menos nove milhões de brasileiros cruzaram a linha de pobreza com a derrubada da inflação e passaram a comer mais e melhor.A demanda fez a produção de frango crescer 86%; a de carne bovina, 35%. Já a produção de leite foi elevada em 82%. "O plano real foi o ponto de inflexão. Houve conseqüências não apenas econômicas, mas políticas e culturais. Mudou a cabeça do brasileiro", ressaltou Madeira. Para o tucano, o principal efeito da estabilidade foi beneficiar justamente a população de baixa renda. "O Real foi o grande fator de redistribuição de renda", assinalou. Para o presidente do Instituto Teotônio Vilela (ITV), Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES), o mérito do plano foi abraçar medidas como as privatizações e a abertura da economia, inciadas em governos anteriores, tendo como "espinha dorsal a estabilidade da moeda". "Elas começaram na direção correta, mas só produziram os efeitos desejados depois da estabilização. A moeda é o tijolinho na edificação de uma economia de mercado competitiva e dinâmica. Isso faltava", afirmou.
AGENDA DO ITAMARATY
O Itamaraty divulgou a agenda de hoje de Celso Amorim. São compromissos um tanto estranhos para um ministro das Relações Exteriores. Segue o texto oficial do Itamaraty para que o leitor divida o espanto com o colunista:
Celso Amorim "acompanha o senhor Presidente da República em visita e inauguração do Hospital de Urgência de Teresina, Dr. Zenon Rocha; acompanha o Senhor Presidente da República em visita e inauguração do Centro Integrado de Reabilitação (CEIR); e em cerimônia de Assinatura de Ordens de Serviço de Início de Obras do PAC, de lançamento da Bolsa Formação e Plano Habitacional para Policiais no Piauí e de Lançamento do Pacto do Territórios da Cidadania no Piauí".
Celso Amorim "acompanha o senhor Presidente da República em visita e inauguração do Hospital de Urgência de Teresina, Dr. Zenon Rocha; acompanha o Senhor Presidente da República em visita e inauguração do Centro Integrado de Reabilitação (CEIR); e em cerimônia de Assinatura de Ordens de Serviço de Início de Obras do PAC, de lançamento da Bolsa Formação e Plano Habitacional para Policiais no Piauí e de Lançamento do Pacto do Territórios da Cidadania no Piauí".
GOVERNADORA DILMA
Entre petistas, há uma especulação correndo sobre Dilma Rouseff: se ela não emplacar como candidata à presidência, poderá ser a opção do PT para o governo do Rio Grande do Sul. Te cuida, Tarso Genro.
ARTIGO DO FERNANDO HENRIQUE
Inventar o futuro
Por Fernando Henrique Cardoso
Na segunda-feira da semana passada participei de um encontro em Santiago para comemorar os 60 anos da Cepal. Na ocasião, Alain Touraine fez uma conferência admirável, na qual reviu a contribuição de Raul Prebisch e seus seguidores para a compreensão da América Latina. Sumariou os avanços obtidos na região nas áreas econômica, social e política, com destaque para os avanços havidos no Chile e no Brasil graças, segundo o conferencista, à continuidade de administrações social-democratas. Entretanto, o que mais chamou minha atenção foi a ênfase posta na contribuição da Cepal dos anos 50 e 60, com as necessárias adaptações posteriores, para "inventar a América Latina".A busca de convergência de opiniões sobre as formas de acelerar o crescimento econômico e a própria noção de que haveria um caminho - talvez um destino - comum se tornaram idéias-força. O debate intelectual e político da região se organizava a favor ou contra elas. Nos dias que correm, de globalização econômica e de fragmentação de interesses, é difícil crer que os caminhos dos países continuem convergentes ou que sejam os mesmos. A própria ênfase no "desenvolvimento para dentro" precisa ser ampliada para tomar em conta o que Touraine sublinhou: a perspectiva correta para entender os processos em marcha na América Latina não dispensa o marco global.É inegável, porém, que a invenção do futuro continua a ser tarefa instigante a desafiar intelectuais, políticos e homens práticos de cada país. No caso do Brasil, a economia assumiu tais proporções e se integra tão velozmente ao sistema global que as ridículas controvérsias do passado desapareceram da cena, pelo menos no que diz respeito às instituições e às políticas econômicas. Bastam poucos exemplos: ninguém se apercebeu na área política de que o governo Lula rompeu o monopólio dos seguros que era exercido pelo Instituto de Resseguros (IRB). No governo passado este mesmo processo foi emperrado por enorme gritaria e uma série de medidas judiciais movidas pelo PT e adjacências alegando, com os mais atrasados argumentos, que a quebra daquele monopólio feria o interesse nacional... Mais expressiva ainda é a justa alegria presidencial para comemorar o fato de que uma empresa de avaliação de riscos classificou o País no primeiro degrau da caminhada para considerar seguros os investimentos feitos aqui (o investment grade). No arrazoado da empresa avaliadora há referências explícitas a que isso se deve às políticas básicas (metas inflacionárias, câmbio flutuante e Lei de Responsabilidade Fiscal) postas em marcha pelo governo passado e continuadas no atual, depois de uma transição de mando civilizada e ordenada.Se na área econômica inventamos um caminho que continua a dar alento ao País e vem sendo ampliado pelo atual governo, não é o caso de se perguntar, numa arremetida para o futuro, se não terá chegado a hora para buscar convergências nacionais que nos levem mais depressa a um futuro melhor? Ou nos contentaremos a ver o mercado financeiro vibrante e uma economia real que começa a se mover, embora ainda encontre obstáculos para se firmar no quadro da globalização competitiva, bloqueados pela falta de coesão na sociedade, pela violência, pela impunidade, pela corrupção, pelo descrédito dos partidos e tudo o mais?O descompasso que existe hoje entre o mercado e a Nação, e mesmo entre a opinião pública (dos que se informam, criticam e tomam posição) e a opinião nacional (dos que vêm seus níveis de vida melhorarem a despeito das carências na escola, no hospital, na delegacia, no tribunal e onde mais seja), bem pode ser diminuído, se não superado, se houver convergência política, um certo consenso, em áreas críticas situadas mais além do mercado, cravadas na vida cotidiana, na sociedade, ou na vida política, nas instituições. Houve tempo em que era moda buscar-se um "Pacto de Moncloa". A moda dos pactos passou, mas não a necessidade de convergências básicas em torno de algumas metas que orientem o futuro, embora não impliquem necessariamente alianças eleitorais entre partidos.Só para exemplificar: não seria possível um consenso mínimo nas regras eleitorais para evitar que cada novo governo fique prisioneiro do "fisiologismo de plantão", correndo o risco, como agora, de tomar gosto por ele? Não seria possível definir uma política energética comum, tendo em vista as potencialidades do etanol e as descobertas de consideráveis reservas de petróleo? Não poderíamos buscar consenso sobre que taxação cabe às novas explorações, que não sufoque o apetite por investir, mas assegure recursos para áreas críticas, mesmo sem a perfeição norueguesa de pensar no uso pelas gerações futuras de um "fundo de petróleo"? Não daria para abrir a discussão nacional sobre as áreas prioritárias para utilizar os ganhos petrolíferos futuros (educação, Previdência?). E a imperiosa necessidade de aumentar o profissionalismo nas carreiras burocráticas vai continuar postergada, com cada vez mais militantes ocupando cargos de confiança? E até quando as agências regulatórias continuarão a fazer parte do butim político? Não dá mesmo para ter regras mais claras que organizem as Parcerias Público-Privadas nas obras de infra-estrutura? Ao mesmo tempo, não pode haver maior rapidez nas concessões de geração de energia? Finalmente, para a lista não ser longa: não se pode buscar uma coalizão ao redor de pontos mínimos para uma reforma tributária?Isso tudo requererá, ademais, que se ofereça um modelo de sociedade futura com algumas garantias básicas para as pessoas: segurança pública efetiva, acesso à escolaridade e à Justiça, fim da impunidade, universalização da Previdência, com o término das escandalosas desigualdades de remuneração entre categorias de pensionistas, e assim por diante.Sem falar no fim dos abusos cometidos por uma crosta sindical que usa o dinheiro público para promoção própria, sem qualquer benefício para a massa de trabalhadores.Para tanto é preciso virtude e desprendimento. Não sufocar no nascedouro, como ainda agora em Belo Horizonte, qualquer entendimento entre forças do mesmo campo, nem alentar manobras continuístas e muito menos encobrir práticas policialescas que nem o regime militar ousou para desmoralizar os adversários. Será que existe algum fiapo de realismo em se propor que, apesar de tudo, não renunciemos a pensar grande, a inventar o futuro? Não sei, mas com ou sem realismo, se não se alenta a esperança, como produzir uma sociedade cujos cimentos não se apóiem apenas no mercado e na demagogia?
Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, foi presidente da República
O Estado de S. Paulo
Por Fernando Henrique Cardoso
Na segunda-feira da semana passada participei de um encontro em Santiago para comemorar os 60 anos da Cepal. Na ocasião, Alain Touraine fez uma conferência admirável, na qual reviu a contribuição de Raul Prebisch e seus seguidores para a compreensão da América Latina. Sumariou os avanços obtidos na região nas áreas econômica, social e política, com destaque para os avanços havidos no Chile e no Brasil graças, segundo o conferencista, à continuidade de administrações social-democratas. Entretanto, o que mais chamou minha atenção foi a ênfase posta na contribuição da Cepal dos anos 50 e 60, com as necessárias adaptações posteriores, para "inventar a América Latina".A busca de convergência de opiniões sobre as formas de acelerar o crescimento econômico e a própria noção de que haveria um caminho - talvez um destino - comum se tornaram idéias-força. O debate intelectual e político da região se organizava a favor ou contra elas. Nos dias que correm, de globalização econômica e de fragmentação de interesses, é difícil crer que os caminhos dos países continuem convergentes ou que sejam os mesmos. A própria ênfase no "desenvolvimento para dentro" precisa ser ampliada para tomar em conta o que Touraine sublinhou: a perspectiva correta para entender os processos em marcha na América Latina não dispensa o marco global.É inegável, porém, que a invenção do futuro continua a ser tarefa instigante a desafiar intelectuais, políticos e homens práticos de cada país. No caso do Brasil, a economia assumiu tais proporções e se integra tão velozmente ao sistema global que as ridículas controvérsias do passado desapareceram da cena, pelo menos no que diz respeito às instituições e às políticas econômicas. Bastam poucos exemplos: ninguém se apercebeu na área política de que o governo Lula rompeu o monopólio dos seguros que era exercido pelo Instituto de Resseguros (IRB). No governo passado este mesmo processo foi emperrado por enorme gritaria e uma série de medidas judiciais movidas pelo PT e adjacências alegando, com os mais atrasados argumentos, que a quebra daquele monopólio feria o interesse nacional... Mais expressiva ainda é a justa alegria presidencial para comemorar o fato de que uma empresa de avaliação de riscos classificou o País no primeiro degrau da caminhada para considerar seguros os investimentos feitos aqui (o investment grade). No arrazoado da empresa avaliadora há referências explícitas a que isso se deve às políticas básicas (metas inflacionárias, câmbio flutuante e Lei de Responsabilidade Fiscal) postas em marcha pelo governo passado e continuadas no atual, depois de uma transição de mando civilizada e ordenada.Se na área econômica inventamos um caminho que continua a dar alento ao País e vem sendo ampliado pelo atual governo, não é o caso de se perguntar, numa arremetida para o futuro, se não terá chegado a hora para buscar convergências nacionais que nos levem mais depressa a um futuro melhor? Ou nos contentaremos a ver o mercado financeiro vibrante e uma economia real que começa a se mover, embora ainda encontre obstáculos para se firmar no quadro da globalização competitiva, bloqueados pela falta de coesão na sociedade, pela violência, pela impunidade, pela corrupção, pelo descrédito dos partidos e tudo o mais?O descompasso que existe hoje entre o mercado e a Nação, e mesmo entre a opinião pública (dos que se informam, criticam e tomam posição) e a opinião nacional (dos que vêm seus níveis de vida melhorarem a despeito das carências na escola, no hospital, na delegacia, no tribunal e onde mais seja), bem pode ser diminuído, se não superado, se houver convergência política, um certo consenso, em áreas críticas situadas mais além do mercado, cravadas na vida cotidiana, na sociedade, ou na vida política, nas instituições. Houve tempo em que era moda buscar-se um "Pacto de Moncloa". A moda dos pactos passou, mas não a necessidade de convergências básicas em torno de algumas metas que orientem o futuro, embora não impliquem necessariamente alianças eleitorais entre partidos.Só para exemplificar: não seria possível um consenso mínimo nas regras eleitorais para evitar que cada novo governo fique prisioneiro do "fisiologismo de plantão", correndo o risco, como agora, de tomar gosto por ele? Não seria possível definir uma política energética comum, tendo em vista as potencialidades do etanol e as descobertas de consideráveis reservas de petróleo? Não poderíamos buscar consenso sobre que taxação cabe às novas explorações, que não sufoque o apetite por investir, mas assegure recursos para áreas críticas, mesmo sem a perfeição norueguesa de pensar no uso pelas gerações futuras de um "fundo de petróleo"? Não daria para abrir a discussão nacional sobre as áreas prioritárias para utilizar os ganhos petrolíferos futuros (educação, Previdência?). E a imperiosa necessidade de aumentar o profissionalismo nas carreiras burocráticas vai continuar postergada, com cada vez mais militantes ocupando cargos de confiança? E até quando as agências regulatórias continuarão a fazer parte do butim político? Não dá mesmo para ter regras mais claras que organizem as Parcerias Público-Privadas nas obras de infra-estrutura? Ao mesmo tempo, não pode haver maior rapidez nas concessões de geração de energia? Finalmente, para a lista não ser longa: não se pode buscar uma coalizão ao redor de pontos mínimos para uma reforma tributária?Isso tudo requererá, ademais, que se ofereça um modelo de sociedade futura com algumas garantias básicas para as pessoas: segurança pública efetiva, acesso à escolaridade e à Justiça, fim da impunidade, universalização da Previdência, com o término das escandalosas desigualdades de remuneração entre categorias de pensionistas, e assim por diante.Sem falar no fim dos abusos cometidos por uma crosta sindical que usa o dinheiro público para promoção própria, sem qualquer benefício para a massa de trabalhadores.Para tanto é preciso virtude e desprendimento. Não sufocar no nascedouro, como ainda agora em Belo Horizonte, qualquer entendimento entre forças do mesmo campo, nem alentar manobras continuístas e muito menos encobrir práticas policialescas que nem o regime militar ousou para desmoralizar os adversários. Será que existe algum fiapo de realismo em se propor que, apesar de tudo, não renunciemos a pensar grande, a inventar o futuro? Não sei, mas com ou sem realismo, se não se alenta a esperança, como produzir uma sociedade cujos cimentos não se apóiem apenas no mercado e na demagogia?
Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, foi presidente da República
O Estado de S. Paulo
Paragominas tem novamente o Prefeito Empreendedor.
O gestor de Paragominas “Adnan Demachki venceu pela segunda vez consecutiva o Prêmio Prefeito Empreendedor, com uma ação relacionada à Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, no capítulo que dispõe de ‘Compras governamentais’, já regulamentada no município. É um caso de fornecimento de hortaliças e outros produtos cultivados em duas comunidades da área rural para a merenda escolar da rede municipal. Cerca de 55 famílias tem apoio para a produção e venda certa para Prefeitura do município. Paragominas venceu na categoria Destaque Nacional Temático e o Prêmio Regional foi para a Prefeitura de Ananindeua. A cerimônia de premiação foi realizada no último dia (06), no teatro Maria Sylvia Nunes em Belém, e contou com a presença de várias autoridades.
O Prefeito Empreendedor é um concurso criado pelo Sebrae Nacional para reconhecer o trabalho de prefeitos e administradores regionais que tenham implantado projetos de estímulo ao surgimento e ao desenvolvimento de micro e pequenas empresas em todo o território nacional. Nesta quinta edição do prêmio, 41 prefeituras paraenses se inscreveram, o melhor resultado desde a criação do concurso em 2001, segundo o diretor-superintendente do Sebrae no Pará, Hildegardo Nunes. Dessas, oito chegaram à final. "Todas as regiões tiveram prefeituras inscritas. Isso vem ao encontro do esforço de interiorizar cada vez mais as ações do Sebrae”, ressaltou Hildegardo.
Até o resultado estadual, os projetos passaram pela habilitação e avaliação de duas comissões, uma de pré-seleção e outra de julgamento. Na pré-seleção, os projetos também foram avaliados em uma visita técnica de verificação das ações e seus resultados. Agora, os projetos paraenses passam para a fase nacional da premiação, quando serão escolhidos cinco projetos regionais -um de cada região- e cinco destaques temáticos. A premiação inclui troféus, certificados e uma viagem internacional. O resultado da fase nacional será no dia 16 de abril, em Brasília.
O gestor de Paragominas “Adnan Demachki venceu pela segunda vez consecutiva o Prêmio Prefeito Empreendedor, com uma ação relacionada à Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, no capítulo que dispõe de ‘Compras governamentais’, já regulamentada no município. É um caso de fornecimento de hortaliças e outros produtos cultivados em duas comunidades da área rural para a merenda escolar da rede municipal. Cerca de 55 famílias tem apoio para a produção e venda certa para Prefeitura do município. Paragominas venceu na categoria Destaque Nacional Temático e o Prêmio Regional foi para a Prefeitura de Ananindeua. A cerimônia de premiação foi realizada no último dia (06), no teatro Maria Sylvia Nunes em Belém, e contou com a presença de várias autoridades.
O Prefeito Empreendedor é um concurso criado pelo Sebrae Nacional para reconhecer o trabalho de prefeitos e administradores regionais que tenham implantado projetos de estímulo ao surgimento e ao desenvolvimento de micro e pequenas empresas em todo o território nacional. Nesta quinta edição do prêmio, 41 prefeituras paraenses se inscreveram, o melhor resultado desde a criação do concurso em 2001, segundo o diretor-superintendente do Sebrae no Pará, Hildegardo Nunes. Dessas, oito chegaram à final. "Todas as regiões tiveram prefeituras inscritas. Isso vem ao encontro do esforço de interiorizar cada vez mais as ações do Sebrae”, ressaltou Hildegardo.
Até o resultado estadual, os projetos passaram pela habilitação e avaliação de duas comissões, uma de pré-seleção e outra de julgamento. Na pré-seleção, os projetos também foram avaliados em uma visita técnica de verificação das ações e seus resultados. Agora, os projetos paraenses passam para a fase nacional da premiação, quando serão escolhidos cinco projetos regionais -um de cada região- e cinco destaques temáticos. A premiação inclui troféus, certificados e uma viagem internacional. O resultado da fase nacional será no dia 16 de abril, em Brasília.
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