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"Longe das benesses oficiais, mas perto do pulsar das ruas"



quinta-feira, 29 de maio de 2008

LEIA COM ATENÇÃO PRA SABER QUEM É JULIANA

recebir por e-mail...muito interessante.

Belém, Terça, 20/05/2008.



JULIANA, do passado ao presente, a realidade.

Juliana foi uma menina que muitas gostariam de ser. Bonita, sapeca que só ela, namoradeira, boa de arrasta-pé, enfim, nela havia de tudo um pouco.
Amada pelos pais e irmãos que despertava, entre uma traquinagem e outra, despertava entre todos um misto de curiosidade e orgulho por seus périplos às vezes bastante ardilosos.
Estudou na escola das elites de Macondo, aquela terra provinciana lá nos confins do mundo a qual decidiu estabelecer-se e conquistá-la para si num futuro muito próximo. Mostrou-se combativa frente as mazelas sociais, fruto do pensamento adquirido nas aulas de OSPB. Logo se apaixonou pelo professor, coisa de menina levada da breca, mas seus planos eram bem maiores e então tal paixão logo se esvaiu.
Na universidade conheceu Marx, que a preencheu de teoria socialista. Era briguenta, marrenta, aquela que empunhava a bandeira de luta pela melhoria do serviço público com qualidade e tudo mais que exigisse uma paralisação, um piquete, uma ocupação de prédio, fechamento de rua, lá estava Juliana à frente com palavras de ordem, esgoelando-se debaixo de sol ou chuva.
Graduou-se, prestou concurso público, foi aprovada, migrou rapidamente para a luta sindical onde logo assumiria a frente de luta. Ainda cheia de pensamento marxista, lutava contra a ordem estabelecida gritando para o vento norte e os quatro cantos do planeta que tinha um projeto contra a 'praga' do capitalismo. Doce ilusão.
Em sua trajetória de luta - e como foi à luta -, a piqueteira era sempre a número um numa batalha. Numa greve então, nossa!
Finalmente, entre idas e vindas, ludibriou seu povo, foi de tudo um pouco, começando por baixo. Chegou ao poder anos mais tarde, sem ter projeto político, apenas projeto de poder, coisa que seus antecessores tentaram de se entronizar durante vários anos, repetindo em partidas dobradas o poder de sua terra, Macondo. A tônica era fazer do seu feudo a terra de onde, quem sabe, um dia chegaria à presidência de seu país. Trabalhas? Ora, trabalhar de verdade não era tudo na vida, pois sempre há milhares a quem ludibriar e conseguir espaço no Planalto num cargo eletivo qualquer, desde que lhe conferissem poder.
Tinha também um projeto de ajuda aos seus, mas não aqueles seus mais necessitados - os quais ela beijava suados e ganhava seus votos -, mas os seus de casa, os mais chegados, que incluíam uma penca de ex-maridos, ex-namorados, ex-tudo, cunhadas, irmãos e até as sogras poderiam ter vez e alento de um DAS nas tetas de Macondo.
Juliana, hoje no poder, esqueceu-se do passado, cospe e espezinha aqueles que tanto acreditaram nela. Fala com soberba de sua glória no Olimpo, onde se sente uma deusa. Afinal, é boa de discurso, sabe a arte de ludibriar como poucos políticos sabem enganar para ganhar uma batalha. Agora, açoita desde os justos até os mais fracos. Achando-se a rainha de copas, mandou cortar a cabeça de quem se atreva levantar a cabeça, dá de costas a pobres profissionais da educação do seu povo, para qual não está nem aí.
Juliana traiu seu povo, seus eleitores, só pensa em se perpetuar no poder. Para isso, fecha acordos com antigos inimigos que se tornam amigos desde a infância, a quem chama de amigo. Já em relação aos profissionais de educação, a quem considera meros mortais, age no sentido de matá-los de fome num projeto de longo prazo. Prometeu-os antes das eleições que seria a mulher que faria a diferença e recuperaria suas perdas salariais. Doce ilusão, um engodo que deixa a todos muito triste.
Seu povo observa atônito a piqueteira colocando-os para correr entre ações de sua guarda que usa spray de pimenta, senta o porrete no lombo, mandam balas, e haja bala, sobre aqueles que ousam lhe enfrentar.
Covardes e traidores são sempre iguais, usam de ardil para ludibriar, mas se esquecem que terão seu lugar na história, relegados ao ostracismo, tal qual aconteceu com seus antecessores dos quais ninguém quer nem ouvir falar, por causa dos mesmos erros que cometeram.

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